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segunda-feira, junho 06, 2005

abra a mente e aposte no seu som !

Produtor Rick Bonadio elogia uns e mete o pau em outros...

Foi publicada uma entrevista polêmica com o produtor Rick Bonadio no quarto volume da série História do Rock Brasileiro, da Super Interessante. O cara, que produziu discos de grandes bandas nacionais, contou que, apesar de ter 34 anos, curte as mesmas bandas que a galera mais nova. Entre elas, CPM 22, Tihuana e Charlie Brown Jr.. Rick considera Chorão super carismático, e diz que, musicalmente, os caras do Charlie Brown são os melhores do rock nacional. O produtor aposta tanto na banda que acha que eles poderiam vender um milhão de discos se quisessem. O problema que ele aponta é que Chorão tem muitos conflitos pessoais, e se parasse de pensar no que os outros vão dizer e fizesse o trabalho na boa, do jeito dele, o Charlie Brown faria muito mais sucesso.
Pro Rick Bonadio, o que estraga tudo é a coerência, que ele considera desnecessária no rock n' roll. O produtor explica que os Titãs e os Paralamas do Sucesso, por exemplo, são incoerentes, e por isso mantém o elo com as novas gerações. Já o Skank, ele considera muito coerente, e por isso, apesar de os caras serem musicalmente competentes, o som fica chato. Agora, quem foi massacrado mesmo nessa entrevista foi o Los Hermanos. Rick Bonadio confessou que participou da produção do primeiro CD dos caras, mas que não assinou por divergência entre gravadoras.Ele conta que a banda não queria gravar Anna Júlia, mas que insistiu tanto que o som acabou entrando no disco, e fez o maior sucesso. Aí, segundo Rick, o pessoal do Los Hermanos disse que não fazia música pra ter sucesso, e mudou de estilo.Revoltado, o produtor declarou que, pra ele, os caras são uns playboys da Barra da Tijuca, ao contrário dele, que veio da periferia de São Paulo, ou tantos outros artistas que tiveram de ralar bastante pra chegar onde estão. Você pode ler a entrevista completa de Rick Bonadio no quarto volume de História do Rock Brasileiro, publicado pela revista Super Interessante.
..... é por isso que eu acredito mais nas minhas idéias do que a
mercado vende pra uns, quem não aposta no que tem a mostrar mesmo que demore, continua sendo mas um e não muda nada !


3 Comments:

Anonymous Anônimo falou...

concordo plenamente,
um abraço o som de vcs é foda,

Dinho

3:31 PM

 
Anonymous Anônimo falou...

eu concordo com boa parte do que foi dito,mas nem sempre o produto pode ser avaliado pelo seu sucesso de vendas,uma banda pode ser incrívelmente boa e não vender nadica de nada, o fato é que hoje com 25 anos de idade eu percebo que o mercado está aberto para quem quiser, é só chegar e mostrar algo audível (pelo menos)
ao contrário dos anos 80 os anos 90 foram uma negação e o rock declinou bastante,mas os anos 80 também puseram na mídia muita porcaria só quem era bom de verdade tá aí até hoje.
vide bandas como o capital inicial e o íra ...
para mim as 2 bandas de rock mais foda do brasil ...bandas que foram do céu ao inferno mas sobreviveram a coisas como é o tchan,tiririca,e tantas outros caça níqueis que invadíram as telas de tv nos progamas de domingo ....
curto rock,mas ele esteve morto nos anos 90 ...
e agora que ele ressucitou eu tenho medo, por que ser roqueiro agora virou moda, e não mais atitude....

12:23 AM

 
Anonymous Anônimo falou...

O rock bebe da fonte da juventude. O que era bom ontem torna-se descartável amanhã. E a ridicularização espreita cada esquina, de olho no relógio, a consolidação de carreiras. Músicos, assim, dão graças por pular as
armadilhas e chegar ao segundo disco. Digo isso porque diante desse quadro o
Capital Inicial é a banda especialista, quase um Sun Tzu, na arte dessa
guerra. Mandamentos que conhece na raça, depois ter passado do céu ao inferno. Após ter sobrevivido à implosão de uma banda formada na adolescência por amigos e há cinco anos de coma, entre 1993 e 98. Após chegarem ao 11º disco - este Gigante - de uma carreira de mais de 20 anos, em que já transitaram entre os maiores, os maus, os feios e os malvados.

O céu a que me refiro é o de um conjunto que compôs as melhores músicas do rock dos anos 80 e que consegue dar à luz seus melhores discos 20 anos depois.

O inferno a que me refiro é o da interrupção dessa história no meio de sua trajetória. O purgatório de um recomeço do zero, no final dos anos 90. Mas esse retorno foi com o ótimo "Atrás dos Olhos" (1998), que no muque venceu o cabo-de-guerra do preconceito que vinha de carona em qualquer notícia de reunião de banda que fizera sucesso na década anterior.

A consolidação de uma nova fase com o "Acústico MTV" (2000), em que mataram um leão show após show para chegar à marca de sete dígitos de vendagem - na época, artistas só chegavam ao milhão em cópias vendidas com hiper-mega-hits, o Capital levou seis músicas tocando nas rádios, dois anos e mais de 300 shows pra alcançar o patamar.

A gravação de um trabalho melhor ainda sob o céu turbulento da perda de um dos integrantes originais da formação, o guitarrista Loro Jones, que desceu do palco do ginásio do Gigantinho, em Porto Alegre, em dezembro de 2001, para nunca mais subir.

A tutela do posto a Yves Passarell e o imediato "Rosas e Vinho Tinto"
(2002), que veio como o retrato de uma banda segura do caminho que queria
trilhar e, principalmente, conhecedora das pedras dessa estrada.

Mas, se por um lado, todas as conquistas pareciam ao público naturais à
banda de rock brasileiro de maior procura nas lojas de disco, enxergando a
situação pelo periscópio do quarteto a maré não era tão favorável assim.

Eram eles que viam do palco que o público - adolescentes em sua quase
totalidade - tinha que ser conquistado música após música. Eram eles que
tinham passado pela experiência de terem sido, 15 anos antes, uma das bandas
de maior sucesso do país e terem atolado a carreira em areia movediça da
qual não viam escapatória. Foram eles que arriscaram tudo o que haviam
conquistado com confiança num trabalho novo, em músicas inéditas, e não em espremer a obra anterior e dilui-la em releituras do que um dia fora
sucesso.

"Vejo quase como se estivéssemos começando a nossa carreira. O Capital está tendo a oportunidade de reescrever sua história. É muito raro acontecer o
que aconteceu conosco. E é um privilégio viver de rock no Brasil", explica o
vocalista Dinho Ouro Preto.

O recomeço desta vez atende pelo nome Gigante, e a responsabilidade da
banda se renova a cada passo. Eles sabem que não têm muita margem de erro
para trabalhar. Sabem que os olhos que os vigiam são menos tolerantes, por
tudo aquilo que foi exposto anteriormente. E sabem, principalmente, fazer
rock. Um rock que neste caso ousa ser cru, elementar - "sem teclados, sem
percussão - só os quatro tocando... E muita guitarra!", resume Dinho.

Na verdade, não é preciso mais que esses pequenos detalhes para que qualquer pessoa que os conheça saiba do que se trata. Por quê? Porque o Capital Inicial é uma banda com estilo próprio. Ponto. A partir disso são necessárias poucas pistas para compor um panorama geral de um trabalho novo.

Pelo mesmo motivo, a riqueza da obra fica na dinâmica imposta no trabalho, particularidade em que os quatro - além de Dinho, os irmãos Fê (bateria) e Flávio Lemos (baixo) e o guitarrista Yves Passarell - se especializaram nos mais recentes trabalhos, desde a volta da banda com a formação original, em 1998. Um leque de possibilidades concentrado neste Gigante que traz frescor, crocância de banda zero quilômetro num corpinho de 20 anos de estrada.

O pontapé inicial do disco é um acorde aberto de guitarra, seguido de
um rufo de bateria que abre espaço para 10 minutos cravados de pancadaria
(pode cronometrar). Tempo suficiente para três canções - recado curto e
direto que faz coro à letra da primeira música, Instinto Selvagem: "É
preciso coragem pra recuperar seu instinto selvagem… / …Não importa quantos vão te escutar".

É o leque que começa a se abrir na música seguinte, Respirar Você, onde
você não mais bate a cabeça, mas balança-a num rock suingado que ganha
potência e volume no refrão.

Sem Cansar, primeiro single e que ganhou um clipe homenageando bacos e dionísios escolados na Terra do Sol Nascente, fecha a tríade pauleira
inicial. E não é fácil ouvi-la sem imaginar uma multidão pulando num
estádio, entoando o "lalalalalalalá" do refrão dessa versão de "C'Est Comme
Ça", dos franceses do Les Rita Mitsouko.

O Capital dirige o holofote para outra possibilidade em Seus Olhos.
Sobre uma de suas principais características - a condução melodiosa da
música pelo vocal de Dinho - o grupo lamenta numa balada sombria o estrago causado pela ausência de uma mulher.

Não Olhe pra Trás mantém a estrutura cadenciada da anterior, mas aqui
ganha cores saturadas dos anos 1970, solo de guitarra em wah-wah para
climatizar e peso no refrão: "São águas passadas / Escolha uma estrada / E
não olhe pra trás".

Gigante abre uma nova picada no caminho de Sexo e Drogas, rock para quem curte chimbau aberto e pé no retorno. E volta a priorizar a melodia em
Perguntas sem Respostas. Linda, linda. Novamente a banda segue a direção
melódica do vocal numa composição típica da parceria Dinho-Alvin L., que
neste caso ganham o reforço de Yves. Uma música para se ouvir imaginando como seria legal se o Brasil possuísse a tradição dos singles, com a
possibilidade de um registro diferente, mais nu, desplugado, nesta balada
que reforça a característica da banda de compor em violão. "Se a música funciona no violão, ela funciona em qualquer formato", atesta
Dinho.

Uma nova cor no arco-íris surge com Insônia quando, inesperadamente, uma batida eletrônica (fruto da mania do baterista Fê com o gênero: "Finalmente ele conseguiu incluir um drum 'n' bass", diverte-se Dinho) abre caminho para a canção mais intimista do álbum. São os quatro da banda caminhando por estradas próprias que se cruzam no refrão.

Maria Antonieta leva o carimbo da fase recente da banda, em que criam um personagem e narram sua trajetória (quase sempre) errante. Neste caso,
embalados num rock ensolarado e sempre em crescente, os dardos são lançados na direção da menina que batiza a canção e de seu mundo roedor de shopping-center.

Vendetta e Sorte, tangenciando os três minutos cada, são duas pancadas
de esfolar as baquetas de Fê Lemos.

O disco termina com uma balada-ode de Gratidão ao amor e ao amparo.
Pouco mais de 40 minutos que compõem mais um retrato na prateleira de uma família com duas décadas de história, para a qual maturidade é sinônimo de progresso. Enquanto nos errantes anos iniciais o Capital provou ser uma
banda de excelentes músicas e discos irregulares, neste novo período os
discos ganharam consistência como obras e o trabalho ficou muito melhor
acabado. "Atrás dos Olhos", "Rosas e Vinho Tinto" e, principalmente, este
Gigante não me deixam mentir.

beto schumy . fevereiro de 2006

12:34 AM

 

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